
Convivio – residência artística em relação ao social
Vivência, intercâmbio e produção de arte em um contexto rural
VERÃO – JANEIRO 2027 – São Roque, Brasil
> Inscreva-se aqui preenchendo o formulário até 31 de outubro de 2026

Convivio é uma residência artística que funciona como um espaço de convivência coletiva e formação voltado ao intercâmbio, ao debate, à reflexão e à produção de arte em relação ao social.
Convivio compreende três eixos principais de ação:
- comunidade
- natureza
- sustentabilidade
Durante 15 dias no Verão, compartilharemos um espaço de aprendizagem e cocriação conjunta, considerando as práticas artísticas como ferramentas de subjetivação, mobilização de processos identitários e afetação social, revisando e utilizando referências de artistas e autores que trabalham com:
> metodologias – mapeamentos coletivos, pesquisa-criação, curadoria de processos sociais, entre outras
> conceitualizações – virada social da arte, estética relacional, arte socialmente engajada, entre outras.
Dessa forma, cada participante será acompanhado no desenvolvimento de propostas artísticas que revisem e questionem o imaginário social, bem como no desenvolvimento de práticas de participação e construção de comunidades, considerando o entorno natural e a sustentabilidade.
A residência artística terá um formato de aprendizagem colaborativa e uma abordagem feminista interseccional (considerando variáveis de gênero, classe e raça, entre outras), centrada na conceitualização e no desenvolvimento de ferramentas práticas.
Destinado a: artistas, gestores autônomos, curadores independentes, arte-educadores, gestores culturais, ativistas e outras pessoas interessadas nos campos da cultura, das ciências sociais, da educação e da saúde (pedagogia, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, antropologia, sociologia, história, ciência política, entre outras).

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Estrutura de trabalho
> 15 dias de residência – JANEIRO 2027
> 2 dias de seminário e conversa sobre arte e dinâmicas sociais
> encontros diários de debate e acompanhamento dos trabalhos
> encontros com grupos locais de arte e cultura
> 2 espaços de assessoria curatorial com curadores latino-americanos internacionais convidados
> 1 espaço de apresentação final
Seminário
CONTEXTUALIZAÇÃO DA ARTE EM RELAÇÃO AO SOCIAL – METODOLOGIAS E FERRAMENTAS
Voltado a contextualizar a conceitualização e as metodologias de práticas artísticas vinculadas a processos sociais na América Latina, e a desenvolver ferramentas para a identificação do próprio lugar de enunciação. A partir de leituras, exercícios de automapeamento e mapeamento comunitário, serão trabalhados conceitos como interseccionalidade, privilégios, opressões e modos de ação.
Encontros com grupos locais de arte e cultura
CONTATO COM AS DINÂMICAS SITUADAS
Vamos nos reunir com artistas, trabalhadores da arte e coletivos que atuam ativamente na região, para estabelecer um espaço de intercâmbio que aproxime as perspectivas das pessoas participantes das práticas situadas no território.
Acompanhamento e Assessoria Curatorial
DESENVOLVIMENTO DE PROTÓTIPO ARTÍSTICO
Acompanhamento coletivo para o desenvolvimento e a consolidação de protótipos artísticos vinculados aos eixos: comunidade, natureza e sustentabilidade; a partir do intercâmbio com curadores e artistas convidades e da análise dos processos de cada participante. O percurso culmina com a apresentação pública dos projetos desenvolvidos.
Apresentação Final
ENCERRAMENTO E ATIVIDADE PÚBLICA
Ao final da residência, cada participante fará uma apresentação pública e gratuita de seu trabalho na Galeria da ARCA – Ateliê Rural, aberta à comunidade local.

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Cronograma
> 5 a 30 de outubro de 2026 – chamada aberta
> 1º de novembro de 2026 – confirmação de participação
> 11 a 24 de janeiro de 2027 – residência artística
> 23 de janeiro de 2027 – apresentação final

REQUISITOS DE PARTICIPAÇÃO
Preencha o formulário de inscrição:
fundo cooperativo:
O projeto propõe um financiamento cooperativo entre todas as pessoas integrantes. Para isso, é proposta uma taxa de participação que cubra os custos de gestão e produção de cada etapa.Taxa de participação: R$2900*
Modalidades de pagamento
Desconto de 10% em pagamento único, programa completo: R$2610*
Duas parcelas de: R$1450*PIX ou Depósito em conta bancária no Brasil
Cartão de crédito (+ taxas de envio).
2 Bolsas Parciais (50%) para pessoas que morem no Brasil (brasileiros ou migrantes) que se indentifiquem prioritariamente como: pessoas negras, indígenas, trans ou PCD
Inclui:
- Hospedagem por 15 dias / 14 noites em dormitório compartilhado
- Insumos para café da manhã e almorços simples (organizaremos comidas grupais)
- Espaço de convivência compartilhado, distribuído em duas casas: 2 cozinhas equipadas, salas, sala de jantar e área de lavanderia
- Acesso às áreas verdes: piscina e quintal
- Espaço de trabalho compartilhado
- Curadoria e acompanhamento com artistas e curadores convidados
- Acesso ao uso de instrumentos musicais
- Acesso e assessoria para utilização de máquinas e ferramentas (soldagem, marcenaria, eletrônica)
- Materiais reutilizáveis para trabalho
Não inclui:
- Passagens de ida e volta para São Roque

| Será emitida uma CARTA-CONVITE para a gestão de recursos e autorizações necessárias.
| Será entregue um certificado de participação ao final da residência.
Onde será realizada a residência?
Estamos localizados na ARCA – Ateliê Rural, um espaço cultural autônomo situado em um local rodeado pela Mata Atlântica, no interior do Brasil. A iniciativa se caracteriza pela convivência coletiva, pelas dinâmicas de reciclagem e por uma relação ativa com a comunidade local (escolas, universidades, ONGs, coletivos autônomos, artistas e trabalhadores da cultura).
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Convivio é uma atividade autogerida que é possível graças a uma parceria entre
ARCA – Ateliê Rural (São Roque, Brasil) e Cuia – arte e processos sociais.
Coordenação general:
Guillermina Bustos (Argentina / Brasil)
Curadores e artistas convidados:
Marcio Harum (Brasil), Arasy Benitez (Paraguay / Brasil) e Pablo Vieyra (Brasil)
Coordenadores da ARCA – Ateliê rural:
Eduardo Capello e Mirian Martins Pereira (Brasil)
Colaboram:
Kiwi Ferreira, Juliana Fusco, Marcos Pires, Sara Kali e Tião Nunes (Brasil)
Apoiam na realização:
Ana Carillo (Chile) + Sol Gil (Argentina)
+INFORMAÇÃO SOBRE O EQUIPE DE CURADORES E ARTISTAS CONVIDADOS

Marcio Harum (Brasil)
Desenvolve trabalhos na interseção entre curadoria, programas públicos e educação. Realizou em 2026 o programa de residência artística Casa Tempo em Goiás, mais as exposições. Sem Distância entre nós no Museu do Café, e Sair da ilha para ver a ilha, ambas em Santos. Em 2025 a mostra Raios e Ramos na Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo, e em 2023-24, Década dos Oceanos no CCBB Rio de Janeiro e São Paulo. Apresentou a exposição Uma Rede: Arte Postal da América Latina e Europa do Leste 1970-1980 na Bienal de Arte Contemporânea SACO 1.1, em Antofagasta, Chile, 2023.
Coordenou o Programa CCBB – Arte e Educação em São Paulo entre 2018 e 2020. Foi curador de artes visuais do CCSP de 2012 a 2016. Curou a 2a Bienal do Barro em Caruaru (PE), 2019. Exibiu a coletiva Via Aérea no Sesc Belenzinho em 2018, Transmigração de Arnaldo Dias Baptista na Caixa Cultural em São Paulo e A Cidade, as Ruínas e Depois na Torre Malakoff/Funarte em Recife em 2016, e mais as individuais Bambaísmo de Daniel Barclay na Sala Miró Quesada, em Lima, no Peru, e Estados Ordinários da Consciência de Michel Zózimo no Santander Cultural de Porto Alegre em 2015. Colabora com o conselho fundador do Instituto Kaaysá – residência artística em São Sebastião. Orienta junto a Nancy Betts o grupo de estudos e acompanhamento crítico Trilha, voltado à pesquisa, projeto e produção artística. Tem participado de comissões julgadoras dos mais destacados editais de artes visuais do país.

Arasy Benitez (Paraguay/Brasil)
Curadora, pesquisadora e gestora cultural. Mestranda em Estudos Contemporâneos das Artes no IACS/UFF, investiga as formas pelas quais práticas artísticas e comunidades produzem conhecimentos situados e corporificados, com interesse nos regimes discursivos de saber-poder, nas institucionalidades da arte e nas práticas socialmente comprometidas.
Possui especialização em Arte: Crítica e Curadoria pela PUC-SP (2022) e graduação em Ciências Econômicas pela UERJ (2018). É cofundadora e coordenadora da Mandaçaia Projetos, espaço autônomo situado na Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira, dedicado a iniciativas que articulam arte, comunidade e meio ambiente.

Pablo Vieira (Brasil)
Nascido em 1989, em São Paulo, Brasil, onde vive e trabalha, Pablo Vieira é formado em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e em Efeitos Visuais pelo Centro Universitário Senac São Paulo. Paralelamente à sua prática artística, trabalha como produtor e montador de exposições e eventos culturais, tendo também breve experiência como educador. Esse percurso profissional informa sua compreensão das condições de trabalho envolvidas no sistema da arte. Iniciou sua carreira artista como membro da dupla de artistas Associação Massa Falida, com a qual participou de diversos programas de residência, incluindo o Programa Internacional de Residência J.A.C.A. (2016, Nova Lima, MG – JA.CA), o Programa de Residência Artística Tofiq House (2015, São Paulo, SP) e a 7ª edição da Red Bull House of Art (2014, São Paulo, SP – Red Bull Station). Em 2019, cofundou a Associação Birico, um coletivo de artistas sediado no centro de São Paulo, na região conhecida como Cracolândia, onde atua como ativista e agente social. Como artista, interessa-se por indivíduos da classe trabalhadora e por suas relações subjetivas com aquilo que produzem, bem como pelas estruturas sociais e econômicas que moldam a vida cotidiana. Mais recentemente, sua prática expandiu-se para incluir uma investigação sobre jogos, o lúdico e atividades não produtivas como metáforas para relações de poder, sistemas de controle e formas de resistência política.

Guillermina Bustos (Argentina/Brasil)
Artista e investigadora en arte. Bisexual y no monógama. Participa en iniciativas de activismo como la Red Internacional de apoyo a migrantes internacionales LGTBQIA+ (Rede MILBI+).
Ha realizado más de 40 exposiciones individuales, colectivas y en colectivo en países como Alemania, Argentina, Chile, Cuba, Brasil, Estados Unidos, México y Colombia. Participó en residencias artísticas internacionales en la 15.ª Bienal de La Habana (Cuba); R.A.R.O. (España); Galería Trapo (México); Al zur-ich, (Ecuador); y Curatoría Forense (Ecuador).
Su trayectoria en gestión colectiva de proyectos incluye la coordinación y producción intelectual de residencias, encuentros, cursos y seminarios en Argentina, Chile, Brasil, Ecuador, Escocia, Estados Unidos, España, Italia, Países Bajos, México, Perú y Uruguay.
Participo de la edición y autoría colectiva de tres libros sobre arte contemporáneo en relación a comunidad, y dos libros sobre economía del arte
Ha participado de los equipos de trabajo de: Uberbau_house, Curatoría Forense – Latinoamérica, Trabajadores de Arte, VADB – Arte Contemporáneo Latinoamericano, y los colectivos feministas Vozes Agudas y Grupo Arte Feminista en Brasil.
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Convivio – residência artística em relação ao social
Vivência, intercâmbio e produção de arte em um contexto rural
VERÃO JANEIRO 2027 – São Roque, Brasil
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