arte, para quem? – grupo de estudos e açaõ

Cuia – arte y procesos sociales


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ARTE, PARA QUEM?
Arte contemporânea, estrategias pedagógicas e modelos de sustentabilidade


> Inscrições para MEIA BOLSA – pessoas do BRASIL no formulário até o 6 de Setembro 2026


Um grupo de estudos e ação ONLINE voltado ao desenvolvimento de práticas como ferramentas de subjetivação, mobilização de processos identitários e afetação social, revisando e utilizando artistas e autores que têm trabalhado com:
> metodologías – mapeamentos coletivos, pesquisa-criação, curadoria de processos sociais, entre outras;
> conceptualizaciones – giro social da arte, estética relacional, arte socialmente engajada, entre outras.


Trabalharemos de maneira conjunta sobre a história da arte em relação aos processos sociais, o acompanhamento de propostas artísticas que revisem e questionem o imaginário social e o desenvolvimento de práticas e dinâmicas de participação e construção de comunidades por meio da arte.


O grupo terá um formato de aprendizagem colaborativa e um enfoque feminista interseccional (considerando variáveis de gênero, classe e raça, entre outras), centrado na conceitualização e no desenvolvimento de ferramentas práticas, por meio de um percurso que articula conteúdos teóricos e exercícios.

Voltado para: artistas, gestores autônomos, curadores independentes, gestores culturais, ativistas e outras pessoas interessadas no campo das ciências sociais (psicologia, serviço social, antropologia, sociologia, história, ciência política, entre outras).



Estrutura de trabalho

3 módulos de trabalho
2 conversas com artistas latino-americanos internacionais convidades
12 encontros semanais de 2 horas
1 espaço de apresentação final

MÓDULO 1

CONTEXTUALIZAÇÃO DA ARTE EM RELAÇÃO AO SOCIAL – METODOLOGIAS E FERRAMENTAS

Voltado à contextualização das conceitualizações e metodologias de práticas artísticas vinculadas a processos sociais na América Latina, e ao desenvolvimento de ferramentas para a identificação do próprio lugar de enunciação. A partir de leituras, exercícios de automapeamento e mapeamento comunitário, serão trabalhados conceitos como interseccionalidade, privilégios, opressões e modos de ação.

MÓDULO 2

ESTRATÉGIAS DE SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA

Formação baseada em casos e experiências latino-americanas de construção de comunidades a partir da arte. Aborda estratégias de autogestão, sustentabilidade econômica e trabalho em rede, acompanhando as pessoas participantes no desenvolvimento e na análise coletiva de um protótipo artístico vinculado a uma comunidade.

MÓDULO 3

DESENVOLVIMENTO DE PROTÓTIPO

Acompanhamento coletivo para o desenvolvimento e a consolidação de protótipos artísticos vinculados a comunidades, a partir do intercâmbio com artistas convidades e da análise dos processos de cada participante. O percurso culmina com a apresentação pública dos projetos desenvolvidos.


Cronograma

2 ao 6 de setembroaplicação MEIA BOLSA
7 de setembro – confirmação de participação
8 de setembro a 24 de novembro – desenvolvimento do grupo / encontros semanais
1º de dezembro – apresentação pública do trabalho realizado

O programa é uma iniciativa autogestionada,
e oferece um programa de MEIA BOLSA para pessoas que exclusivamente morem no Brasil (brasileiros ou migrantes) que se indentifiquem prioritariamente como pessoas:
> negras
> indígenas
>trans
> PCD
> baixa renda

REQUISITOS DE PARTICIPAÇÃO – MEIA BOLSA

> completa o formulário de inscrição:

Fundo cooperativo:
O projeto propõe um financiamento cooperativo entre todas as pessoas participantes. Para isso, é estabelecida uma mensalidade de participação destinada a cobrir os custos de gestão e produção de cada etapa.

Mensalidade de participação – MEIA BOLSA desconto do 50%: R$225*

*Formas de pagamento: Depósito em conta bancária. PIX. Cartão de crédito.

*O pagamento é realizado em moeda local, de acordo com a cotação oficial.

Inclui:

  • Programa de formação
  • Curadoria e acompanhamento
  • Participação de artistas latino-americanos internacionais convidades
  • Design de peças de divulgação
  • Comunicação e assessoria de imprensa
  • Gestão do encontro de apresentação final


Coordenação geral:
Guillermina Bustos (Argentina / Brasil)

Conversas com artistas e trabalhadores da arte convidades:
Leche de Virgen (México) + Bárbara Milano (Brasil)

Apoiam na realização:
Ana Carrillo (Chile) + Sol Gil (Argentina)


INFORMAÇÕES SOBRE A EQUIPE DE TRABALHO

Guillermina Bustos (Argentina/Brasil)
Artista e pesquisadora em arte. Bissexual e não monogâmica. Participa de iniciativas de ativismo, como a Rede Internacional de Apoio a Migrantes Internacionais LGBTQIA+ (Rede MILBI+).

Realizou mais de 40 exposições individuais, coletivas e em coletivo em países como Alemanha, Argentina, Chile, Cuba, Brasil, Estados Unidos, México e Colômbia. Participou de residências artísticas internacionais na 15ª Bienal de Havana (Cuba); R.A.R.O. (Espanha); Galeria Trapo (México); Al zur-ich (Equador); e Curatoría Forense (Equador).

Sua trajetória na gestão coletiva de projetos inclui a coordenação e produção intelectual de residências, encontros, cursos e seminários na Argentina, Chile, Brasil, Equador, Escócia, Estados Unidos, Espanha, Itália, Países Baixos, México, Peru e Uruguai.

Participou da edição e da autoria coletiva de três livros sobre arte contemporânea em relação à comunidade e de dois livros sobre economia da arte.

Participou das equipes de trabalho de: Uberbau_house, Curatoría Forense – Latinoamérica, Trabajadores de Arte, VADB – Arte Contemporáneo Latinoamericano, e dos coletivos feministas Vozes Agudas e Grupo Arte Feminista no Brasil.

https://www.guillerminabustos.net/sitio/


Lechedevirgen (México) 
Travesti com atitude, que cospe fogo, combina em seu trabalho artístico escrita, performance, criação de imagens, ritualidade e travestilidade a partir de um posicionamento antipatriarcal, anticolonial e antirracista. Artista não binarie, representante da contracultura sexodissidente e pioneire da pós-pornografia, inventou as “Terapias de Desconversão Heterossexual”, criou os conceitos de “travestilidade expandida” e “colonialidade da arte”, e é autore de Desfazer a Arte (OnA Ediciones, 2025), Pensamento Punhal (Dos Filos, 2022) e da frase crítica contra o pinkwashing e pela visibilização dos crimes de ódio “Eu Não Sinto Orgulho, Sinto Raiva”.

Sobrevivente de uma doença terminal e tendo passado por um transplante renal, também aborda em seu trabalho questões relacionadas à doença e à doação de órgãos. É uma das figuras dissidentes que vêm transformando o panorama cultural ao abrir espaços institucionais da arte e da cultura para grupos subalternizados por meio de performances disruptivas e ações diretas.

Já se apresentou no Palácio de Cristal do Centro Cultural Itchimbia, em Quito; no Museo de Antioquia, em Medellín; no Museo de Arte Moderno, no México; no Highways Performance Space, em Los Angeles; na Live Art Development Agency, em Londres; no Beursschouwburg Theatre, em Bruxelas; e, mais recentemente, na Exposé Noir, em Montreal.

https://www.lechedevirgen.com/


Bárbara Milano (Brasil)
Mulher, lésbica, latina. Vive e produz a partir da cidade de São Paulo e itinerâncias. Doutoranda em Educação pela PUC-SP e Mestre em Artes pela UNESP com a pesquisa-ação FOTOGRAFIA-RITUAL (2022). É docente no Senac Scipião, atuando nas áreas de Fotografia, Design e Comunicação. Como artista visual, cuja produção costura por linguagens híbridas, foi Mapeada pela plataforma Disidenta (México) no projeto “Archiva” de Prácticas Sociales Feministas Latinoamericana. E, participou de coletivas pelo Brasil (Inhotim, Sesc…) e exterior, em países como EUA (Roubin Foudation), Alemanha (Kunstmuseum), Honduras etc.

https://www.barbaramilano.art/


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